Bastidores

Meu Processo: origem, missão e o que vem a seguir

Matheus Vilar · 24 de junho de 2026 · 5 min de leitura
Desenvolvedor trabalhando em código no computador

Grandes produtos raramente nascem de uma ideia brilhante. Nascem de um problema real, observado de perto, que não tem solução boa o suficiente. O Meu Processo não foi diferente.

De onde veio a ideia

Sou desenvolvedor. Não advogado. Mas tenho uma irmã que é advogada, e foi observando ela nos primeiros anos de carreira que o Meu Processo começou a tomar forma na minha cabeça.

O que eu via era ela na frente do computador, alternando entre abas de portais de tribunal, planilhas e cadernos de anotação, tentando manter o controle de dezenas de processos ao mesmo tempo. Uma rotina pesada, fragmentada, que consumia energia que deveria estar indo para o trabalho jurídico de verdade.

O problema não era falta de organização. Era falta de ferramenta. Nenhum sistema disponível resolvia bem aquele problema específico sem cobrar uma mensalidade que um escritório no começo não consegue absorver com facilidade.

Então decidi construir um.

Como o produto foi tomando forma

A primeira versão tinha um objetivo só: avisar quando houvesse movimentação nova em um processo, sem que o advogado precisasse abrir nenhum portal. O DataJud, a base pública do CNJ com dados de mais de 90 tribunais, foi o que tornou isso viável. Com uma API aberta e gratuita, dava para monitorar qualquer processo do país a partir de um único sistema.

A partir daí, cada nova funcionalidade veio de uma necessidade real. Controle de prazos com alertas por e-mail. Busca integrada por número CNJ, OAB, nome e CPF. Importação em lote de vários processos de uma vez. Kanban de tarefas. Calendário jurídico. Workspace colaborativo para equipes.

Não foi um plano desenhado de cima para baixo. Foi uma construção contínua, guiada pelo uso real.

Quem está por trás

Minha irmã usa o Meu Processo no dia a dia há anos. Ela é, na prática, a principal consultora do produto. Quando algo não faz sentido para quem advoga de verdade, ela é a primeira a perceber e trazer o problema. Boa parte das decisões de interface e de funcionalidade passa pelo filtro dela.

Meu cunhado tem um escritório de advocacia e contribui diretamente com o desenvolvimento do produto. A perspectiva de quem gere equipe e volume maior de processos é diferente da de quem advoga solo, e essa diferença aparece nas funcionalidades. O workspace colaborativo com controle de acesso por colaborador, por exemplo, nasceu em grande parte das necessidades do escritório dele.

Construir software para uma área específica sem ter pessoas reais dessa área no processo é apostar no escuro. Ter advogados ativos como parte da construção desde o início mudou a qualidade do que foi entregue.

Onde estamos hoje

O Meu Processo está em produção, gratuito, e sendo usado por advogados de diferentes estados e áreas de atuação. O sistema cobre monitoramento automático de processos em mais de 90 tribunais, alertas de movimentação por e-mail, controle de prazos, kanban de tarefas, busca no DataJud e workspace colaborativo.

Não é perfeito. Tem funcionalidades importantes que ainda não existem. Mas resolve bem o problema principal: o advogado não precisa mais abrir portal de tribunal para saber o que mudou nos processos dos clientes.

Para onde vai

O Meu Processo vai se tornar um produto comercial. Essa é a direção.

A versão gratuita continuará existindo, mas funcionalidades avançadas farão parte de planos pagos. Quem entrou cedo terá condições especiais quando isso acontecer. A ideia não é cobrar pelo que já existe, mas pelo que ainda vamos construir: app mobile, integração com o PJe, controle financeiro por processo, relatórios, e outras funcionalidades que o mercado jurídico precisa e que os sistemas atuais entregam mal ou a preços altos.

A advocacia brasileira é um mercado grande, com necessidades reais de modernização. Existe espaço para um produto bem feito, acessível e construído por pessoas que entendem o problema de dentro.

Como você pode ajudar

Estamos numa fase em que contribuições externas fazem diferença real. Se você leu até aqui e se identificou com algum dos papéis abaixo, quer conversar:

Desenvolvedor com interesse em trabalhar num produto com aplicação concreta. O stack é JavaScript, Vercel Functions e Supabase. Simples, sem framework pesado. O desafio não é a tecnologia, é entender o domínio e construir algo que funcione para quem advoga.

Advogado que usa ou quer usar o sistema e tem opinião sobre o que falta. Feedback de quem está na ponta é o insumo mais valioso que temos.

Alguém com interesse no produto de qualquer outra forma: testar antes do lançamento, indicar para colegas, sugerir parceria. A conversa é aberta.

Manda um e-mail para contato@meuprocesso.app.br. Respondo todos.

MV
Matheus Vilar
Desenvolvedor e fundador do Meu Processo
Desenvolvedor que construiu o Meu Processo a partir de um problema que via de perto. Conta com uma irmã advogada e um cunhado com escritório de advocacia como parceiros diretos no produto desde o início.

Quer fazer parte disso?

Seja como desenvolvedor, advogado ou de qualquer outra forma, a conversa é aberta. Manda uma mensagem e a gente fala.

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